Relatório de Vistoria - PDA FEVEREIRO 2026 INFINITY RESIDENCE

Published on
Embed video
Share video
Ask about this video

Scene 1 (0s)

www.iep-df.com [email protected] 1 SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS E SURTOS ELÉTRICOS PDA CONDOMINIO INFINITY RESIDENCE FEVEREIRO DE 2026.

Scene 2 (12s)

www.iep-df.com [email protected] 2 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 3 2. CONCEITOS DA NORMA NBR 5419-2015 3 3. ESTRUTURA BÁSICA DA NORMA NBR 5419-2015 4 4. CONCEITOS DA NORMA NBR 15749-2009 4 4.1 RESISTÊNCIA DE ATERRAMENTO 4 4.2 MEDIÇÃO DE RESISTÊNCIA DE ATERRAMENTO 4 5. APLICAÇÃO DAS INSPEÇÕES 5 6. METODOLOGIA NA MEDIÇÃO DE CONTINUIDADE DO SPDA 5 6.1 Pontos de Medição da cobertura ao BEP 6 6.2 Medição de Continuidade entre as Descidas da Cobertura e o BEP 7 6.3 Fotos das medições realizadas na conexão do BEP sala Elétrica 7 6.4. EQUIPAMENTO UTILIZADO PARA MEDIÇÃO DA CONTINUIDADE 9 6.5 Medição de Rompimento da Gaiola de Faraday 10 6.6 Dispositivo de Proteção contra surtos atmosféricos e elétricos 11 12. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES 14.

Scene 3 (46s)

www.iep-df.com [email protected] 3 1. INTRODUÇÃO O objetivo deste Relatório Técnico é apresentar aos órgãos interessados a situação atual do PDA Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas instalado na edificação e sua relação de conformidade com as Normas Técnicas ABNT NBR 5419-2015, vigentes da ocasião da vistoria técnica, através de inspeção visual, registro fotográfico e medições da resistência de continuidade, bem como garantir tecnicamente a sua revisão anual. 2. CONCEITOS DA NORMA NBR 5419-2015 As descargas atmosféricas que atingem estruturas (ou linhas elétricas e tubulações metálicas que adentram às estruturas) ou que acertam a terra em suas proximidades são perigosas às pessoas, animais e às próprias estruturas, suas instalações e conteúdo. Não há dispositivos ou métodos capazes de modificar os fenômenos climáticos naturais a ponto de prevenir a ocorrência de descargas atmosféricas. A escolha das medidas adequadas de proteção contra descargas atmosféricas é determinada em termos do gerenciamento de risco. As medidas de proteções considerada na Norma NBR 5419-2015 são comprovadamente eficazes na redução dos riscos associados às descargas atmosféricas. Tal Norma é constituída de quatro partes: Parte 1 (NBR 5419/1): Princípios gerais.  Vinculada ao desenvolvimento de conceitos e apresentação da teoria envolvida no processo, necessária para melhor compreensão e para a confecção de estudos, projetos, análises, etc. Parte 2 (NBR 5419/2): Gerenciamento de risco.  Responsável por direcionar uma análise de risco criteriosa e abrangente que, além de determinar a necessidade técnica da existência do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) no local, também fornecerá os parâmetros para a determinação do nível de proteção adotado. Parte 3 (NBR 5419/3): Danos físicos a estruturas e perigos à vida.  Normaliza as dimensões, os tipos de instalação, os tipos de métodos de cálculo e tudo o que envolve o SPDA externo, bem como parte do SPDA interno. Parte 4 (NBR 5419/4): Sistemas elétricos e eletrônicos internos na estrutura.  Define a correta utilização da proteção interna, notadamente o conceito de Zona de Proteção contra Raios (ZPR), proporcionando o aumento da proteção das instalações elétricas e, principalmente, dos equipamentos por ela servidos contra os efeitos indiretos das descargas atmosféricas..

Scene 4 (1m 51s)

www.iep-df.com [email protected] 4 3. ESTRUTURA BÁSICA DA NORMA NBR 5419-2015 4. CONCEITOS DA NORMA NBR 15749-2009 Medição de resistência de aterramento e de potenciais na superfície do solo em sistemas de aterramento. Esta Norma estabelece os critérios e métodos de medição de resistência de sistemas de aterramento e de potenciais na superfície do solo, bem como define as características gerais dos equipamentos que podem ser utilizados nas medições e os conceitos para avaliação dos resultados. 4.1 RESISTÊNCIA DE ATERRAMENTO É o valor da resistência total de um sistema de aterramento, formado por hastes, conexões, cabos, solo ou concreto e demais meios, destinado a dissipar as correntes provenientes das descargas atmosféricas ou falhas de sistemas elétricos, a terra. Os valores da resistência de aterramento podem variar ao longo do ano em função das épocas de chuva ou de estiagem. Assim, é necessário programar medições regulares, a fim de se obter um histórico do sistema o mais próximo possível à realidade. 4.2 MEDIÇÃO DE RESISTÊNCIA DE ATERRAMENTO Os métodos de medição de aterramento têm como princípio básico, a leitura de tensões geradas pela circulação de uma corrente de valor conhecido pelo solo. A corrente é injetada no sistema de aterramento e retorna através de uma haste auxiliar. Ao circular pelo solo, cria-se uma diferença de potencial, que é lida nos terminais do equipamento..

Scene 5 (2m 48s)

www.iep-df.com [email protected] 5 5. APLICAÇÃO DAS INSPEÇÕES As inspeções visam assegurar que: a) o SPDA esteja de acordo com o projeto baseado na Norma NBR 5419-2015; b) todos os componentes do SPDA estão em boas condições e são capazes de cumprir suas funções, não apresentem corrosão e atendam às suas respectivas normas; c) qualquer nova construção ou reforma que altere as condições iniciais previstas em projeto, além de novas tubulações metálicas, linhas de energia ou sinal, que adentrem a estrutura e que estejam incorporados ao SPDA externo e interno se enquadrem na Norma 5419-2015. Durante as inspeções periódicas, é particularmente importante checar os seguintes itens: a) deterioração e corrosão dos captores, condutores de descida e conexões; b) condição das equipotencializações; c) corrosão dos eletrodos de aterramento; d)verificação da integridade física dos condutores do eletrodo de aterramento; e) inspeção nas caixas de aterramento. 6. METODOLOGIA NA MEDIÇÃO DE CONTINUIDADE DO SPDA O sistema SPDA deve ter ligação com a malha de aterramento e as conexões devem apresentar medição abaixo de 200 milliohms, de acordo com a norma NBR 5419-2015, que regulamenta a proteção de estruturas contra descargas atmosféricas. Figura 6.1: Medição da continuidade da cobertura da edificação ao BEP.

Scene 6 (3m 38s)

www.iep-df.com [email protected] 6 6.1 Pontos de Medição da cobertura ao BEP Figura 6.2: Localização dos pontos de medição na cobertura M P3 P4 P2 P1.

Scene 7 (3m 59s)

www.iep-df.com [email protected] 7 6.2 Medição de Continuidade entre as Descidas da Cobertura e o BEP Pontos do Mapa Valor medido em (m𝛀) Valor máximo recomedado em (m𝛀) Anexo F Status M 10.3 ≤ 200 em conformidade P1 14.2 ≤ 200 em conformidade P2 13.6 ≤ 200 em conformidade P3 10.2 ≤ 200 em conformidade P4 18.8 ≤ 200 em conformidade 6.3 Fotos das medições realizadas na conexão do BEP sala Elétrica Quadro de Equipotencialização (BEP) 2°Sub-solo.

Scene 8 (4m 27s)

www.iep-df.com [email protected] 8 MASTRO (M) DESCIDA (P1) DESCIDA (P2) DESCIDA (P3) DESCIDA (P4).

Scene 9 (4m 43s)

www.iep-df.com [email protected] 9 6.4. EQUIPAMENTO UTILIZADO PARA MEDIÇÃO DA CONTINUIDADE O Mil ohmímetro Digital de Resistência Elétrica, modelo MILLIOHM 1 é um equipamento portátil para medição da continuidade elétrica das armaduras de um Edifício; é o instrumento adequado para medir a resistência ôhmica entre a parte superior e a parte inferior da estrutura. O instrumento possui quatro terminais para conexão tipo KELVIN. A corrente de teste é obtida nos terminais C1 e C2, e a resistência sob medição deve ser conectada aos terminais P1 e P2. O instrumento injeta um corrente de 1A entre os pontos extremos da armadura sob ensaio, sendo capaz de, ao mesmo tempo que injeta essa corrente, medir a queda de tensão entre esses pontos. A resistência é calculada internamento no instrumento, que divide a tensão medida pela corrente injetada. O valor ôhmico é indicado em seu mostrador. Se o valor indicado for igual ou inferior a 1Ω, a armadura é aceitável (ABNT NBR 5419-3:2015). No procedimento para verificação final é utilizado o instrumento constante na Figura 7.1. A medição é realizada entre a parte mais alta do subsistema de captação e o aterramento, onde o valor máximo deve ser menor que 0,2 Ω (ABNT NBR 5419-3.2015) Figura nº 6.5: Miliohmímetro digital.

Scene 10 (5m 35s)

www.iep-df.com [email protected] 10 6.5 Medição de Rompimento da Gaiola de Faraday A malha de Faraday faz parte do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) previsto na ABNT NBR 5419. A norma estabelece que a continuidade elétrica da malha deve ser garantida e verificada por meio de medições específicas, já que qualquer descontinuidade compromete a eficácia da proteção contra raios. O que a NBR 5419 exige sobre a medição de continuidade • Parte aplicável: A verificação da continuidade está descrita principalmente na NBR 5419- 3:2015 (Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 3: Danos físicos a estruturas e perigos à vida). • Objetivo da medição: Confirmar que todos os condutores da malha de Faraday (cabos, conexões, hastes e elementos metálicos interligados) estão eletricamente contínuos, sem pontos de alta resistência. • Método recomendado: o Utilizar instrumentos de medição de baixa resistência (megôhmetro ou microhmímetro). o O valor deve ser próximo de zero, indicando boa continuidade. • Inspeção visual: Além da medição, a norma recomenda inspeção periódica das conexões mecânicas (soldas, grampos, parafusos) para verificar corrosão ou afrouxamento. • Periodicidade: A continuidade deve ser verificada em inspeções regulares de manutenção do SPDA, conforme plano de manutenção definido pelo responsável técnico. Pontos críticos a observar • Conexões enterradas ou em locais de difícil acesso são mais suscetíveis a falhas. • A norma reforça que qualquer descontinuidade pode gerar pontos de centelhamento e comprometer a proteção. • É importante registrar os resultados das medições em laudos técnicos, como parte da documentação obrigatória do SPDA. Figura 6.5.1: Medição de rompimento da Gaiola de Faraday C1 C2.

Scene 11 (6m 38s)

www.iep-df.com [email protected] 11 6.6 Dispositivo de Proteção contra surtos atmosféricos e elétricos Sistemas elétricos e eletrônicos estão sujeitos a danos devido a impulsos eletromagnéticos causados pelas descargas atmosféricas (LEMP). Portanto, para evitar danos nos sistemas internos, é necessária a adoção de MPS, essas por sua vez devem ter dispositivos DPS coordenados para proteção conforme item 3.23 da Norma ABNT 5419-4 de 2015, os DPS devem ser adequadamente selecionados, coordenados e instalados para formar um conjunto que visa reduzir falhas dos sistemas internos. Classe I: DPS destinado à proteção contra sobretensões provocadas por descargas atmosféricas diretas sobre a edificação ou em suas proximidades, com alta capacidade de exposição aos surtos, com capacidade mínima de 12,5 kA de corrente de impulso (Imp.) conforme a Norma ABNT 5410, item 6.3.5.2.4 – “d”. A esta classe pertencem os DPSs testados pelo fabricante com um gerador de forma de onda de 10/350 μs. Esta forma de onda é usada para simular o primeiro impacto de um raio e define o desempenho do DPS em termos de corrente de impulso: Iimp. Eles também são testados em termos de corrente nominal In com uma forma de onda de 8/20 μs, típica dos surtos de tensão induzidos. Classe II: DPS destinado à proteção contra sobretensões de origem atmosféricas transmitidas pela linha externa de alimentação, ou seja descargas indiretas, assim também contra sobretensões de manobra, com capacidade mínima de exposição aos surtos, de 5 kA de corrente nominal (In) conforme a Norma ABNT 5410, item 6.3.5.2.4 – “d”. os DPSs desta classe são testados com um gerador de forma de onda 8/20 μs (típica dos surtos de tensão induzidos) para definir o desempenho em termos de corrente nominal e corrente máxima, respectivamente In e Imax. DPS FASE R DPS FASE S DPS FASE R Figura 6.6: Imagem do ensaios dos DPS instalados no Quadro Principal do Residencial são do tipo II, oferendo proteção apenas para surtos elétricos, os mesmos devem ser substituído para classe I+II onde oferecerá as duas proteções para o sistema elétrico..

Scene 12 (7m 43s)

www.iep-df.com [email protected] 12 7. PONTOS DE NÃO CONFORMIDADES FOTO Nº 1 QGBT DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO – SURTOS ELÉTRICOS E ATMOSFÉRICOS MPS 5419-4 SALA ELÉTRICA RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Substituir os três DPS atualmente queimados de Classe T2 para Classe T1+T2 FOTO Nº 2 COBERTURA AUSÊNCIA CORDOALHA DE ATERRAMENTO SPDA COBERTURA RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Segundo a ABNT NBR 5419, todos os elementos metálicos externos de uma edificação — incluindo antenas de TV, antenas de rádio, mastros e estruturas metálicas — devem ser aterrados e equipotencializações com a malha da gaiola de Faraday (ou seja, integrados ao sistema de proteção contra descargas atmosféricas - SPDA)..

Scene 13 (8m 23s)

www.iep-df.com [email protected] 13 FOTO Nº 3 COBERTURA AUSÊNCIA CORDOALHA DE ATERRAMENTO SPDA COBERTURA RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Segundo a ABNT NBR 5419, todos os elementos metálicos externos de uma edificação — incluindo antenas de TV, antenas de rádio, mastros e estruturas metálicas — devem ser aterrados e equipotencializações com a malha da gaiola de Faraday (ou seja, integrados ao sistema de proteção contra descargas atmosféricas - SPDA)..

Scene 14 (8m 51s)

www.iep-df.com [email protected] 14 12. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES Após realizadas as etapas de Inspeção Visual do Subsistema de Captação, Aferição Instrumentada da Resistência de Continuidade do Subsistema de Descidas e Aferição Instrumentada da Resistência do Subsistema de Aterramento, os valores se apresentaram de forma satisfatórios nas descidas, não superior à 200 m𝛀. Na cobertura foram observadas duas não conformidades apresentadas nas fotos desse relatório e devem ser normalizadas para que tenhamos a garantia de funcionamento como um todo do sistema PDA, bem como a substituição dos DPS tipo T2 para T1+T2 no QGBT O relatório de inspeção e vistoria tem validade de 1 (um) ano, com vencimento em 20/02/2026 ou, em caso de ocorrência de descargas atmosféricas e ou distúrbios elétricos, a NBR 5419:2015 recomenda verificar a operacionalidade de atuação do PDA. Após esta data deverão ser realizadas novas inspeções e medições, com vistas à elaboração de relatório técnico atualizado e aferido. Eng. Eletricista Elyedson F Paiva Técnico em Eletrotécnica Brasília, 20 de Fevereiro de 2026.