PROTOCOL INSTITUCIONAL DE CIRCULAGÄO EXTRACORPOREA EM CIRURGIA CARDiACA ADULTA Mitigaqäo da Resposta Inflamatöria Sistémica e Perfusäo Orientada por Metas MAP: ssrc TEW:3SO'C t•btebookLM.
FUNDAMENTAGÄO FISIOLÖCICA AGRESSÄO SISTÉMICA A CEC salva vidas, mas impöe uma resposta inflamatöria continua. O contato do sangue com superficies näo endoteliais desencadeia ativaqäo imediata imune e de coagulaqäo. O RISCO CLINICO Quando exacerbada, a resposta resulta em vasoplegia, disfungäo organica global e hiperlactatemia. O OBJETIVO ESTRATÉGICO Modulaqäo da inflamaqäo através de: • Protegäo Organica • Mitigaqäo Inflamat6ria Sistémica • Preservagäo rigorosa da relaqäo D02/V02 NotebookLM.
Mapeamento da Resposta Sistémica: Os 5 Catilhos Contato com Superficies - Näo Endoteliais Estresse Oxidativo e Hipoperfusäo lsquemia e Reperfusäo Paciente / Homeostase Alteraqöes Térmicas NotebookLM.
O Efeito Cascata d NiVEL MOLECULAR Ativaqäo Imunolögica (Complemento e Cascata de Coagulaqäo) NiVEL ORGÄNICO Disfunqäo de Örgäos-Alvo (Disfunqäo Pulmonar, Lesäo Renal Aguda, Coagulopatia) Injüria Perfusional NIVEL MICROVASCULAR Comprometimento da Microcirculaqäo (Vasoplegia e Aumento da Permeabilidade Capilar) DESFECHO CLINICO Impacto Severo (Ventilagäo Mecänica Prolongada e Maior Permanéncia em IJTI) NotebookLM.
O Core do Protocolo: Eixo Metabölico D02 / V02 (Of?2 • 4 Quando a Oferta (D02) cai abaixo do limiar critico estrutural, o Consumo (V02) torna-se letalmente dependente da oferta. (DehC)2 [ t Extraqäo 02 1 Aumento dråstico do 02 extraido nos tecidos. [ sv02 ] Queda acentuada da saturaqäo venosa. [ t Lactato ] Transiqäo irreversivel para o metabolismo anaeråbico. NotebookLM.
Estratégias e Metas para Protegäo Orgånica BIOCOMPATIBILIDADE Uso obrigatörio de circuitos com revestimento apropriado. Foco em reduzir drasticamente a superficie de contato artificial continua. PERFUSÄO ORIENTADA Conduqäo técnica focada exclusivamente na integraqäo em tempo real e proteqäo continua do eixo metabölico D02/V02. MINIMIZAGÄO DE PRIME SEGURA Reduqäo sistemåtica do volume inativo. Evitar hemodiluiGäo desnecessäria, preservando o hematöcrito estritamente individualizado. REAQUECIMENTO CONTROLADO Evoluqäo progressiva baseada no principio QI 0 (o aumento térmico multiplica o V02). Zero toleråncia a picos térmicos abruptos. NotebookLM.
1 Painel de Metas Operacionais Intra-CEC 2 50—60 280-300 mL 02/min/m2 D02 Indexada 280-300 mL 02/min/m2 2 60—70% sv02 / scv02 Idealmente < 3 mmol/L Lactato Sérico Idealmente < 3 mmol/L mmHg Pressäo Arterial Média (PAM) 37 OC Temperatura Arterial de Saida 37 OC Regra Metabölica QI 0: Gradiente Térmico estrito de no måximo 4 oc (quando a temp. arterial de saida for superior a 30 oc). tqotebookLM.
Töpicos Especiais de Vigilåncia Mandatöria PRESSÄO TRANSMEMBRANA (PTM) • Monitorizaqäo seriada obrigatöria. • Fisiologia da Faléncia: Éo indicador primårio e antecipatörio de aumento de resisténcia ao fluxo, deposiGäo proteica, formaqäo de agregados ou falha do dispositivo. • AGäo Restrita: Elevaqäo abrupta exige inspeqäo e investigaqäo imediata. CONTROLE GLICÉMICO • Mensuraqäo intraoperatöria seriada e obrigatöria. • Governanqa Compartilhada: O controle da glicose é uma responsabilidade conjunta rigida, corrigido exclusivamente via protocolo institucional de insulinoterapia durante todo o ciclo de CEC. NotebookLM.
O Tripé de Responsabilidades Compartilhadas EQUIPE DE PERFUSÄO Conduqäo biomédica da biocompatibilidade e minimizaqäo volumétrica. Säo os guardiöes continuos do eixo D02/V02 e executores do controle estrito de reaquecimento e vigiläncia da PTM. EQUIPE DE ANESTESIA Responsåveis pela garantia absoluta da estabilidade hemodinåmica, suporte vasoativo oportuno, estratégia analgé- sica refinada e regulaqäo mandator- ria da glicemia. EQUIPE CIRÜRGICA Atuaqäo na mitigaqäo aguda do trauma tecidual, compressäo enérgica dos tempos de CEC e pingamento, e otimizaqäo mecänica ininterrupta do retorno venoso..
Fluxo Operacional Evolutivo: Pré, Intra e Saida da CEC FASE 1: PRÉ-CEC (Planejamento) • Definir circuitos precisos e estratégias de prime seguro. • Estabelecer metas basais institucionais de D02i. • Verificar o plano basal de vigiläncia glicémica e limites de PTM. FASE 2: INTRA-CEC (Execugäo Dinämica) • Ajuste continuo (Flow, Hematöcrito, PAM, Termia). • Vigiläncia implacåvel da extragäo (Lactato constante, Sv02). • Evitar hipertermia arterial a qualquer custo operativo. FASE 3: SAiDA DA CEC (Consolidagäo) • Confirmar correcäo de acidose biolögica e anemia limitrofe. • Registrar paråmetros definitivos para auditoria clinica: Nadir absoluto de D02i e Pico mäximo de Lactato. NotebookLM.
Manejo de Desvios Criticos (Matriz de Resposta Råpida) Queda de D02i ou Aumento da Extraqäo de 02 (Sv02 J) Lactato Intraoperat6rio em Elevaqäo Reaquecimento Inadequado (Gradiente Alto) Aumento Anormal da Pressäo Transmembrana Reavaliar fluxo de bomba, hemat6crito. volemia efetiva e limites do retorno venoso. Incrementar fluxo em margens de seguranga, corrigir a anemia sistémica ou focar em hemoconcentragäo pertinente. Assumir desequilibrio e inadequagäo letal D02N02 até prova em contrårio. Reavaliar fluxo, pressäo, desempenho do oxigenador e tempo total de isquemia. Desacelerar o reaquecimento fisicamente. Reavaliar a adequagäo da D02 metabölica urgente frente ao aumento do V02 imposto pela temperatura. Inspegäo tåtil imediata do sistema completo. Revisäo mecånica de paténcia do oxigenador, turbuléncia de fluxo e viscosidade extrema do sangue..
Indicadores de Qualidade e Governanqo Auditåvel As métricas operacionais obrigatörias que definem as fundaqöes do padräo de exceléncia clinica institucional: TEMPOS CIRÜRGICOS Auditoria do tempo total cumulativo de CEC e tempo estrito de Pinqamento Aårtico (isquemia). METABÖLICA CRiTlCA Mediqäo sistémica inegociåvel do Nadir de D02i absoluto e registro documental do Pico måximo de Lactato. HEMODINÄMICA E FISIOLOGIA Frequéncia documentada de Sv02 abaixo da meta, além do Hematöcrito minimo registrado e a Glicemia måxima sofrida. QUALIDADE DO DISPOSITIVO Ocorréncia analitica de elevagöes relevantes, sübitas e näo justificadas de Pressäo Transmembrana (PTM). DESFECHOS ANAIS Incidéncia comprovada de Vasoplegia perigosa, Lesäo Renal Aguda (LRA) de novo e taxa de Ventilagäo Mecänica Prolongada. IPl I-I NotebookLM.
Notas de Ouro: Insights Inegociåveis REGRA DE OURO II Pacientes com IMC > 30 kg/m2 exigem o uso mandatårio do peso ajustado no cålculo de prime/fluxo basal. Contudo, essa antropometria näo atua as cegas: todo ajuste inicial de fluxo na obesidade deverå ser validado in loco pela resposta irrefutåvel da D02i e do Lactato no paciente real. REGRA DE OURO I A ultrafiltraqäo e a hemoconcentraqäo säo intervencöes de resgate complementares å homeostase da equipe; elas jamais substituem o imperativo da conducäo basal de perfusäo adequada e otimizaqäo do fluxo continuo. REGRA DE OURO Ill A obediéncia térmica é mandatöria pela vida do cérebro e örgäos. O processo de reaquecimento obedece ferozmente ao multiplicador QI O, forcando a contenqäo técnica: impöe limites dråsticos impedindo picos e travando o gradiente térmico da mäquina ao måximo estrito de 4 oc no estågio final. NotebookLM.
Recomendaqöes Finois e Integraqäo Continua 10 0•01 10 11 01 01 00 00 oo O til 01 10 00 1,00 101 01 11 01 00 01 01 10 11 01 00 00 00 01 11 00 11 01 00 00 1 10 01 00 10 00 01 00 A modulaqäo organica da inflamaqäo sistémica e a preservaqäo do metabolismo de alta performance näo configuram meros atos clinicos isolados. Elas representam a soma matemåtica e biolögica estrita de intervenqöes unificadas de todas as equipes de operagäo. A exceléncia no reaquecimento controlado e no controle do eixo oxigénio sö se comprova mediante a precisäo da documentacäo estruturada, revisäo incessante de dados do circuito e auditoria periödica pela governanqa clinica de ponta do complexo hospifalar. no tqotebookLM.
Referéncias Bibliogråficas Essenciais e Diretrizes Wahba A, Kunst G, Speziale G, et al. 2024 EACTS/EACTAIC/EBCP Guidelines on cardiopulmonary bypass in adult cardiac surgery. European Journal of Cardio-Thoracic Surgery. 2025. Wahba A, Kunst G, Speziale G, et al. 2024 EACTS/EACTAIC/EBCP Guidelines on cardiopulmonary bypass in adult cardiac surgery. Interactive CardioVascular and Thoracic Surgery. 2025. Strategies to attenuate maladaptive inflammatory response associated with cardiopulmonary bypass. Frontiers in Surgery. 2024. Guarracino F, Zangrillo A, Di Prima AL, et al. Intraoperative Goal-Directed Perfusion in Cardiac Surgery with Cardiopulmonary Bypass. 2024. Delivery of oxygen during cardiopulmonary bypass and associated clinical outcomes: systematic review. 2025. Clinical Practice Guidelines for Cardiopulmonary Bypass Temperature Management. STS/SCA/AmSECT. NotebookLM.