Os Elementos da Religiosidade Africana

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Os Elementos da Religiosidade Africana. África: C ontinente conhecido por sua diversidade étnica e cultural que ainda preserva crenças e costumes ancestrais, apesar do predomínio de religiões abraâmicas..

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R eligiões tradicionais africanas. Englobam manifestações culturais, religiosas e espirituais originárias do continente africano e que continuam sendo praticadas nesse continente nos dias atuais. Religiões tradicionais africanas envolvem ensinamentos, práticas e rituais, e visam a compreender o divino. São religiões que não foram significativamente alteradas pelas religiões adotadas mais recentemente. Os africanos quase sempre reconhecem a existência de um Deus Supremo ou Demiurgo que criou o Universo. Religiões tradicionais africanas são definidas em grande parte por linhagens étnicas e tribais, como a religião iorubá..

Scene 3 (33s)

Atualmente, predominam no território africano as religiões abraâmicas: Cristianismo, Islamismo e Judaísmo são as crenças de mais de 91% da população. Já as religiões tradicionais são praticadas por 8% da população, segundo a World Christian Encyclopedia. Embora variadas, as religiões tradicionais africanas têm algumas características comuns. Em geral, são transmitidas oralmente, de geração a geração, por meio de histórias, músicas e festivais. Acreditam em espíritos, na veneração aos mortos e no uso de feitiçaria. São animistas (crença de que entidades não humanas possuem essência espiritual), politeístas e panteístas (crença de que Deus está em todas as coisas). Com a colonização europeia e a consequente diáspora africana para as Américas, as religiões tradicionais passaram a sofrer transformações. O sincretismo entre as tradições ancestrais e as crenças coloniais deram origem a novas religiões locais..

Scene 4 (1m 6s)

Características de algumas religiões . tradicionais da África.

Scene 5 (1m 13s)

Vodum. A religião Vodum ainda é praticada em países da África Ocidental como Benin, Togo, Gana e Nigéria. Para seus seguidores, os voduns são espíritos que governam a Terra obedecendo a uma hierarquia. A divindade suprema, criadora de tudo, é Mawu, uma figura feminina que representa a lua. Sua contraparte é Lisa, o sol. Com a diáspora africana, o vodum deu origem a outras religiões, como o Vodu haitiano; o Voodoo de Louisiana, nos Estados Unidos; e o Candomblé Jejé no Brasil..

Scene 6 (1m 35s)

Mitologias Bantus. É o sistema de crenças e mitos dos povos Bantu, um dos maiores grupos etnolinguísticos da África. Espalha-se em subgrupos por praticamente toda a África Subsaariana . As diversas mitologias Bantu acreditam em um Deus supremo que vive próximo dos céus, separado dos homens, que vivem na terra. Não há um mito de criação, já que o universo e os animais são eternos. Há também a crença de que os espíritos dos mortos têm influência sobre os vivos, e que sua existência depende do quanto as pessoas se lembram deles..

Scene 7 (1m 59s)

História do Sincretismo e Religiões Afro-brasileiras.

Scene 8 (2m 36s)

Religiões Afro-brasileiras. Cerca de 3,5 milhões de africanos chegaram ao Brasil como escravos. Entre eles, povos de etnias: iorubás, fons, maís, hauçás, éwés, axântis, congos, quimbundos, umbundos, macuas, lundas e diversos outros povos, cada qual com sua própria religião e cosmogonia. As que mais se destacaram na época, assim como nos dias de hoje, são o Candomblé e a Umbanda. Além dessas, outras religiões também possuem características africanas, como Xangô e a Jurema, também conhecida como Catimbó..

Scene 9 (3m 2s)

Como as religiões foram se formando em diversas regiões e estados do país, elas foram aderindo formas diferentes umas das outras, inclusive os nomes. No nordeste há o tambor-de-mina maranhense, o xangô pernambucano e o candomblé baiano. No Rio de janeiro e São Paulo prevalecem a umbanda e o candomblé e no Sul, o batuque gaúcho. Isso evidencia as permanências e transformações africanas nas religiões afro-brasileiras. De uma perspectiva histórica, todas essas formas de religiosidade foram vistas pelos colonizadores europeus e cristãos como perigosas expressões de idolatria e pecado, a serem extirpadas pela conversão, para garantir aos escravos a salvação de sua alma. Ainda hoje persiste essa visão, preconceituosa, que associa expressões religiosas afro-brasileiras como o candomblé e a umbanda a ritos demoníacos de feitiçaria..